terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Merda dia 13 de Dezembro de 2011


Eu estou me perdendo mesmo nessa coisa de pensar demais sobre a vida. Eu deveria me sentir mais calmo agora que sai de casa, contudo eu estou me sentindo ainda mais perdido e confuso. Ainda mais sozinho e sem rumo. Eu estou aos poucos perdendo a expectativa de vida e nada me parece promissor. Estou deixando os dias passarem naturalmente como se amanha não fosse nada. Eu perdi todo o sentido de viver e isso já faz algum tempo que vinha acontecendo. Porem agora teve o momento ápice da minha explosão de merda...
Hoje eu dormir com os olhos apoiados nas mãos de frente pro meu chefe e minhas lagrimas desceram no meu rosto enquanto ele me dava ordens, não sei como eu consegui não me importar. Não sei como pude levar aquela cena tão naturalmente sem medo de arriscar nada. Ai que eu vejo que realmente não estou me importando com o que vai acontecer amanha... Acho que é por isso mesmo que me mudei de cidade, que há dias não me alimento bem, que só tenho ficado na cama e sem animo algum de sair de casa.
Hoje eu perdi a razão no escritório quando os parceiros de trabalho do meu chefe falavam de encomendas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Vieram-me logo aquelas imagens de um Rio de Janeiro que eu conheci em ruínas aos 12 anos de idade e de uma BH que eu havia conhecido mais de perto do que possível. Olhei pro céu da janela. Puro azul e nuvens com um sol brilhando como todos nos queremos na vida. E eu vi as tardes tumultuosas dessas cidades e o trabalho e o mundo globalizado e eu aqui sem saber o que fazer notei que eu perdi a minha chance de ser alguém na vida a muito tempo. Deveria dar a culpa da minha ruína ao meu pai, meu irmão. Mas eu sinto que maior parte da culpa é minha por não ter notado ainda mais cedo do que aos 16 que o mundo era cruel e complicado. Que a felicidade é uma GRANDE MENTIRA, como deus. Talvez ele ate exista. Mas eu perdi minhas esperanças. Perdi minha fé e a vontade de fazer qualquer coisa. Para mim acabou.
Eu não sei o que houve comigo afinal, mas eu sinto que eu perdi a minha vida. Como se ela se perdesse em minha frente como fumaça e eu fosse incapaz de pega-la no vento... Tenho para mim que a única coisa que eu devo esperar mesmo é a morte.

O pior de toda essa situação é que faltam pouquíssimos dias para celebrarmos o Natal e pra mim parece que essa data não existe no calendário. Não sinto que vou acordar dia 25 e notar que não é um domingo qualquer. Eu sinto-me curioso pra saber o que eu estou fazendo nesse mundo afinal, qual é a minha tarefa?! Às vezes sinto que estou aqui para que os outros me vejam e pensem “Não vou chegar a esse estado”. Tenho medo de um dia ser um homem sujo jogado pelas ruas de uma cidade esquecida. Mas sinto que isto esta escrito no meu futuro. Um dia a ruína cairá sobre mim. Tenho certeza. E não pouco satisfeito, quem fez o mundo ser mundo ainda vai me deixar nesse lugar apodrecendo por anos a fio. Sofrendo. Porque como eu já notei. Eu preciso de muito, muito mais do que um corte. Não sei o que fiz para estar sendo castigado, mas com certeza fiz algo muito ruim e feio.

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